Imagine uma previdência que não só garante o futuro, mas o enriquece no presente, transformando recursos parados em oportunidades reais para quem já dedicou décadas ao serviço público. No GurupiPrev, a otimização da carteira de investimentos ancorada em alocações seguras como títulos públicos atrelados à Selic em 15%, fundos exclusivos para RPPS e reinvestimento estratégico de spreads de consignado representa um avanço opinativo e prático. Essa abordagem não é uma aposta especulativa, mas uma gestão prudente que eleva a rentabilidade global em até +2% ao ano, sem expor o regime ou os beneficiários a volatilidades desnecessárias. Com previsão de iniciar ainda no ano de 2025, esse processo alinha-se perfeitamente às diretrizes da Portaria MTP 1.467/2022, garantindo governança certificada e um payback inicial de apenas seis meses em custos com TI e capacitação.
Para os aposentados e pensionistas do Regime Próprio, os ganhos são diretos e palpáveis, começando pelo acesso facilitado a empréstimos consignados. Com margens de 35% (elevadas para 45% em casos de PcD, como fibromialgia reconhecida pela Lei 15.176/2025), taxas competitivas que deve variar de 1,5 a 1,8% ao mês, sendo bem abaixo do que os bancos tradicionais atualmente oferecem no mercado financeiro, com a averbação sendo realizada de forma instantânea via portal digital, contratado pelo instituto de previdência.
Assim esses empréstimos oferecem liquidez imediata para necessidades cotidianas, sem comprometer a estabilidade financeira. Opino que isso é essencial em um contexto de inflação persistente, como destacado no COPOM de setembro (mantendo Selic em 15%), pois permite que beneficiários cubram despesas emergenciais ou invistam em qualidade de vida, tudo descontado diretamente na folha, eliminando riscos de inadimplência para o RPPS.
Além disso, com a otimização os rendimentos gerados pela carteira, também financiam um fundo social robusto que atualmente já está crescente e plena evolução, promovendo garantia de manutenção do fundo previdenciário que se destaca no Tocantins, como o de melhor rentabilidade proporcionou aos demais RPPS do Estado, trazendo tranquilidade e sustentabilidade institucional aos nossos segurados, por meio também de rodas de educação financeira sobre planejamento previdenciário e várias outras ações de prevenção e eliminação de possíveis fraudes. Essas iniciativas não são meros complementos; elas representam, na minha visão, o coração humanizado da previdência, transformando o RPPS em um parceiro ativo na saúde, garantia de seus benefícios para as próximas décadas e na autonomia dos segurados, alinhado à responsabilidade social defendida nesta edição de O Previdente.
O que torna essa estratégia irretocável é a ausência total de riscos: todos os investimentos seguirão limites rígidos da Resolução CMN 3.922/2010 e na MTP 1.467/2022 que prevê a organização e funcionamento desses organismos financeiros, gestão e transparência dentro da autarquia municipal, com diversificação em ativos de baixa volatilidade e auditoria constante para manutenção do CRP. Para os beneficiários, não há exposição a perdas, pois os consignados são garantidos por descontos em folha e spreads reinvestidos coletivamente. Opino que modelos como esse, replicáveis nos 26 RPPS tocantinenses via convênios compartilhados com instituições financeiras de credibilidade, são o futuro da previdência municipal — sustentável, inclusiva e rentável. O GurupiPrev não apenas cumpre normas; ele redefine o que significa cuidar de quem cuidou de nós.
Em 2026, o GurupiPrev entregará 100% de acesso consignado, +2% a.a. na carteira e a primeira campanha social autofinanciada. Minha opinião final para quem ainda trata o consignado como “favorecimento” é que perderá o bonde da história. Esse tipo de implantação é a prova viva de que, inclusão social e superávit técnico andam de mãos dadas.
O GurupiPrev acende a luz em 2025; que os demais 26 RPPS do Tocantins sigam essa proposta, antes que as margens de lucros dos atuais consignados com grandes bancos e fintechs levem os recursos e ganhos para outras origens e não privilegiem os munícipios e o nosso estado do Tocantins, com o dinheiro que pode gerar movimento a nossa própria economia.
Por: Jenilson de Cirqueira
Pesquisador e Doutorando em Economia
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Mestre em Governança, Tecnologia e Inovação
Universidade Católica de Brasília
MBA em Políticas Públicas para cidades Inteligentes
Universidade de São Paulo (USP)
Presidente do GurupiPREV
RPPS do município de Gurupi – TO